Maior consumo de cigarro e drogas é um dos principais responsáveis por crescimento no número de infarto entre jovens

Publicado em:  07/05/2010

O aumento no número de infartos entre jovens é fenômeno mundial decorrente do maior consumo de cigarro e drogas nessa população. Cerca de 25% das vítimas de ataque cardíaco, com idade até 50 anos, são usuárias de cocaína, índice que os cardiologistas acreditam ser semelhante ao do Brasil. O tema foi alvo do XXXI Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), em São Paulo.

O maior consumo de drogas, como cocaína e anfetamina, associado ao grande número de fumantes e obesos provocou uma explosão de óbitos por infarto agudo do miocárdio em pessoas com até 50 anos. Os cuidados do cardiologista devem ser redobrados com esses pacientes, já que os medicamentos utilizados para combater a hipertensão não podem ser ministrados a quem consome drogas. Da mesma forma são proibidos os betabloqueadores, usados no pós-infarto ou no tratamento de angina, arritmias e tremores.

A cocaína e o ecstasy, cada vez mais popular entre os jovens, aumenta de 40% a 50% o risco de a pessoa desenvolver problemas nas coronárias, principalmente aterosclerose. A consequência, na maioria das vezes, é o infarto. O cardiologista e debatedor do tema no Congresso, Rui Ramos, alerta que o quadro é ainda mais grave quando o paciente possui familiares em primeiro grau com aterosclerose precoce. Estudos apontam ainda que 92% dos jovens que sofrem infartos são fumantes. Cerca de 40% deles possuem familiares em primeiro grau com aterosclerose precoce e 65% apresentaram distúrbios da glicose.

O especialista lembra ainda que o álcool potencializa três vezes o efeito maléfico da cocaína. Já o tabaco eleva o risco de infarto em 300%. "Temos que ser duros e realistas na conversa com os jovens e expor que o tabaco e as drogas ilícitas causam inúmeros problemas, inclusive a disfunção erétil, informação que tem grande impacto", afirma Ramos.

 


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