Saúde mental será discutida como uma questão intersetorial durante conferência

Publicado em:  09/05/2010

De 12 a 14 de maio acontece a IV Conferência Estadual de Saúde Mental Intersetorial de Mato Grosso do Sul. A Etapa Estadual tem como objetivo debater temas relevantes ao campo da Saúde Mental, assim como os avanços e desafios da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, na perspectiva da intersetorialidade. Também deverá promover o debate da saúde mental com os diversos setores da sociedade no atual cenário da Reforma Psiquiátrica devendo contemplar o desenvolvimento de ações intersetoriais com ênfase nos direitos humanos, assistência social, educação, cultura, justiça, trabalho, esporte, entre outros.

Este ano, o tema central do evento é "Saúde Mental Direito e Compromisso de Todos: Consolidar Avanços e Enfrentar Desafios" e vai acontecer na Escola de Saúde Pública Doutor Jorge David Nasser (avenida Filinto Muller, 1480 vila Ipiranga), na capital.

Durante a conferência, o tema central será discutido em três eixos temáticos:

Saúde Mental e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais – Eixo da Política e da pactuação;

Consolidando a rede de atenção psicossocial e fortalecendo os movimentos sociais – Eixo do Cuidado;

Direitos humanos e cidadania como desafio ético e intersetorial – Eixo da Intersetorialidade.

O público alvo da conferência são delegados eleitos nas etapas macrorregionais, delegados conselheiros estaduais de saúde titulares ou respectivos suplentes, representantes de órgãos, entidades e/ou instituições ligadas à área direta ou indiretamente, personalidades nacionais com atuação de relevância no setor saúde ou em setores parceiros da área de saúde mental e a população em geral.

As pessoas que não tiverem representantes de alguma classe e tenham interesse em participar e colaborar com o evento é só clicar aqui e enviar uma mensagem com sugestão, críticas ou elogios sobre o assunto e o que vem sendo feito no estado sobre a saúde mental.

Quando se trata de saúde mental é importante ressaltar que a questão não é apenas ligada à área da Saúde, mas também envolve os trabalhos oferecidos e executados pelas Secretarias de Estado de Trabalho e Assistência Social; de Educação e de Justiça e Segurança Pública, por exemplo.

A IV Conferência de Saúde Mental tem a comissão organizadora constituída pelo Conselho Estadual de Saúde e também conta com o apoio das Universidades Federais de Mato Grosso o Sul e da Grande Dourados, do Conselho Regional de Psicologia, da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul, da Rede Universitária de Telemedicina e das secretarias de Saúde Municipais.

Brasil

A Política Nacional de Saúde Mental propõe que as práticas de saúde mental na atenção básica/Saúde da Família substituam o modelo tradicional medicalizante. Por isso, é necessária a articulação da rede de cuidados visando a integralidade do indivíduo.

Para que a saúde mental aconteça de fato na atenção básica é necessário que os princípios do Sistema Único de Saúde se transformem em prática cotidiana. Pode-se sintetizar como princípios fundamentais da articulação entre saúde mental e atenção básica/Saúde da Família: promoção da saúde; território; acolhimento, vínculo e responsabilização; integralidade; intersetorialidade; multiprofissionalidade; organização da atenção à saúde em rede; desinstitucionalização; reabilitação psicossocial; participação da comunidade; promoção da cidadania dos usuários.

Na articulação entre a saúde mental e a atenção básica, o profissional da saúde mental participa de reuniões de planejamento das equipes de Saúde da Família, realiza ações de supervisão, discussão de casos, atendimento compartilhado e atendimento específico, além de participar das iniciativas de capacitação. Tanto o profissional de saúde mental quanto a equipe se responsabilizam pelos casos, eles promovem discussões conjuntas e intervenções junto às famílias e comunidades.

Uma forma de fazer essa troca é por meio dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) que desde 2008 foi regulamentada a formação destas equipes com recomendação explícita de que cada NASF conte com pelo menos um profissional de saúde mental.

 


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