Dia do Transtorno Bipolar: conscientizar para desmistificar os preconceitos

Publicado em:  30/03/2020


O dia 30 de março é dedicado a 2% da população mundial e a cerca de 4,2 milhões de brasileiros. O que essas pessoas têm em comum? Transtorno Bipolar, uma condição médica ainda envolvida em tabus e que precisa, pouco a pouco, ser desmistificada. A data é celebrada no aniversário do pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-1890), que depois de morto foi diagnosticado como sendo portador de bipolaridade.  

Clique aqui e veja o recado do presidente da APPSIQ, Dr. Júlio Dutra.

“O transtorno bipolar é uma doença, um transtorno mental que pode ser desencadeado por causas biológicas, neuroquímicas e psicossociais. Suas características apresentam alternância de humor, que vão desde a depressão até a euforia, ou mania e hipomania, como chamamos nos termos médicos”, ressalta o médico psiquiatra, Dr. Júlio Dutra, presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria – APPSIQ. O problema, entretanto, é que essa realidade ainda é rodeada de preconceitos que impedem o diagnóstico precoce e, consequentemente, acarretam problemas no tratamento.  

Mais comum de surgir entre os 18 e 25 anos, o Transtorno Bipolar leva, em média, dez anos para ser diagnosticado. “Isso é muito tempo! Talvez seja culpa do preconceito, da falta de conhecimento das pessoas sobre a doença que as leva, muitas vezes, a outros profissionais que não estão familiarizados com o tema ou de uma autoestigmatização sobre essas alterações de humor”, ressalta Dr. Júlio Dutra.  

O objetivo de celebrar o dia 30 de março como dedicado ao transtorno é, justamente, para educar e conscientizar as pessoas que o Transtorno Bipolar é uma doença e deve ser levado a sério, sem piadas e preconceito, chamando a atenção da sociedade para este tema com informações importantes em defesa dos portadores. “O estigma associado à doença ainda é uma grande barreira a ser vencida.”  

A APPSIQ, como instituição federada à Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e que reúne os médicos psiquiatras do Paraná, apoia e incentiva a discussão, a conscientização e qualquer ação voltada à diminuição dos preconceitos sociais que envolvem o Transtorno Bipolar. “É nosso papel informar, conscientizar e contribuir para que as pessoas com o transtorno possam ter acesso aos tratamentos especializados e, acima de tudo, uma vida mais digna”. 


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